Às vésperas de mais uma Copa do Mundo, o Brasil começa a viver aquele clima conhecido de esperança, torcida e pertencimento. Em campo, a Seleção tem a missão de representar o País diante do mundo. E esperamos que os jogadores vistam a camisa por todos nós.
Mas 2026 não é só ano de Copa. É também ano de eleição. E talvez o futebol ajude a refletir sobre algo importante: a diferença entre representação e representatividade.
Os termos parecem sinônimos, mas não são. Representar é ocupar um espaço em nome de alguém. Representatividade é fazer com que as pessoas se sintam contempladas naquele espaço, reconhecendo ali seus valores e sua realidade.
Na Seleção, concordemos ou não com as escolhas da comissão técnica, não decidimos quem entra em campo. Na democracia, é diferente. O voto nos dá o poder de escolher quem vai nos representar — e isso tem impacto direto na nossa vida.
Um exemplo prático: se você trabalha, se acredita que deve ser bem remunerado, se entende que leis e direitos existem para equilibrar uma desigualdade histórica entre empregadores e empregados, deve escolher quem te representa.
E quem te representa é quem luta para que você tenha uma vida digna, com equilíbrio entre trabalho e lazer, tempo para estar com a família e cuidar da saúde. Daí a importância de debates como o fim da escala 6x1 ou a redução da jornada sem redução salarial.
A reflexão se torna ainda maior quando pensamos que, tomados pelo clima de amor ao Brasil que o futebol geralmente desperta, precisamos também nos lembrar da importância de escolher bem nossos candidatos — não só para a Presidência, mas também para o Senado e o Congresso. Aliás, você se lembra em quem votou para deputado estadual e federal nas últimas eleições?
Muita gente não lembra! E é disso que se trata! Afinal, no esporte, assim como na política, vitórias legítimas são resultado de preparo, compromisso e escolhas conscientes.
Presidente Lourival Rodrigues