Sindicato dos Bancários de Campinas e Região
 
Representantes dos funcionários e das entidades do funcionalismo rejeitaram proposta da direção do Banco do Brasil para recompor as reservas da Cassi. Em mesa de negociação realizada na terça (23/06),  o aporte extraordinário sugerido foi de R$ 2,3 bilhões, valor considerado necessário para recompor as reservas do plano, porém em divisão com os associados, na proporção de 50,26% para o banco e 49,73% para o funcionalismo, e pagamento diferido em 18 meses.

A proposta foi rejeitada pelas entidades representativas dos funcionários, que reiteraram a defesa de uma divisão mais equilibrada, com participação de 70% do banco e 30% dos associados. A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, 
critica a proposta por estar muito distante das premissas defendidas pelo funcionalismo.
 
"Entendemos a necessidade urgente de recomposição das reservas, mas isso não pode ocorrer transferindo quase metade da responsabilidade para os associados. Seguiremos buscando uma solução que preserve a sustentabilidade da Cassi e respeite a capacidade contributiva dos trabalhadores”, destacou Fernanda Lopes.

Como alternativa, os representantes dos funcionários propuseram que o Banco do Brasil inicie sua contribuição extraordinária já em julho, também parcelada em 18 meses, enquanto a participação dos associados seja discutida posteriormente, após consulta ao corpo social, com pagamento diferido em 12 meses.

As entidades também defenderam a criação imediata de um grupo de trabalho responsável pela elaboração de uma proposta de reforma estatutária da Cassi, a ser submetida aos associados ao longo de 2027.

Diante do caráter inédito da proposta apresentada pelos trabalhadores, o banco não apresentou resposta durante a reunião. As partes ficaram de agendar uma nova rodada de negociação para a próxima semana.

 

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