Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

A 10ª rodada de negociação da Campanha Nacional 2026 terminou nesta terça-feira (25/8) com a rejeição, pelo Comando Nacional dos Bancários, das duas primeiras propostas apresentadas pela Fenaban. Como nenhuma delas atingiu sequer a reposição da inflação dos últimos 12 meses, não houve acordo.

Em mesa, o máximo oferecido foi de 2,57%, para salários, tíquetes e alguns auxílios, como creche e teletrabalho. O valor corresponde a 62% do INPC estimado dos últimos 12 meses, de 4,13%, e implica em perda real de 1,5% para a categoria. A Fenaban ainda quer o congelamento de outras verbas, sem reajuste para PLR e salário de ingresso.

Não tem como aceitar uma proposta que, além de sequer repor integralmente a inflação, ainda prevê o congelamento de verbas e a retirada de direitos da Convenção Coletiva dos bancários. A Fenaban reafirma que não respeita os bancários com essa postura”, avalia o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, que representa a base nas negociações ao lado da vice-presidente, Ana Stela Alves de Lima.

Saiba mais sobre a proposta:

  • 2,57% de reajuste nos salários;
  • 2,57% no VA e VR;
  • 2,57% de reajuste no auxílio-babá, auxílio-creche e auxílio para filhos com deficiência;
  • 2,57% na multa por descumprimento da CCT;
  • PLR e demais verbas sem reajuste;
  • salário de ingresso sem reajuste.
  • Exclusão da verba de requalificação profissional.

Segundo a Fenaban, o índice de 2,57% corresponde ao INPC projetado para alimentação no domicílio. “Não há critérios que justifiquem essa proposta. Por que o INPC de alimentação em domicílio? Os bancos lucram bilhões, pertencem a um dos setores mais rentáveis da economia e, ainda assim, se negam a valorizar quem contribui diretamente para esses resultados.”

Primeira proposta ainda pior: 2,06%

Na primeira proposta, apresentada no início da rodada, a Fenaban ofereceu 2,06% de reajuste, aplicado aos salários, VA, VR, auxílio-creche, auxílio para filhos PCD e teletrabalho. O número equivalia a cerca de 50% da inflação, com perda real de 1,99%. Para outras verbas, a proposta era de reajuste zero (o que foi mantido).

O Comando reiterou a necessidade de reajuste real em todas as verbas. A mobilização segue como maior ferramenta de luta da categoria, lembrando que a data base está próxima: 1º de setembro.

 Negociação continua

Além da questão econômica, permanecem em debate temas relacionados à proteção e direcionamento do emprego, qualificação profissional, ampliação da formação e novas formas de organização do trabalho. Esses pontos ainda estão em construção e serão acompanhados pelo Comando Nacional. A negociação será retomada nesta quarta-feira (26/8).

Leia mais sobre negociações do Banco do Brasil e Caixa.

A negociação continua. A mobilização também.

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