O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a nova proposta apresentada pela Fenaban nesta quinta-feira (27), mantendo firme a principal reivindicação da categoria: aumento real nos salários e nas demais verbas, incluindo a PLR.
Porém, e após a 12ª rodada, a avaliação é de avanço no processo de renovação da Convenção Coletiva da Categoria, com a continuidade da negociação nesta sexta-feira (28), Dia do Bancário. “Tivemos um salto significativo em comparação com a primeira proposta, de 2,06%, e a insistência em um índice de 2,57%.”

Após uma semana de agenda intensa, com mesas diárias de até 10 horas, a Fenaban encerrou o dia com uma proposta que repõe a inflação (100% do INPC dos últimos 12 meses, estimado em 4%) nos salários e nas demais verbas — exceto tíquetes (veja abaixo) —, além de manter direitos que haviam sido ameaçados em propostas anteriores.
Na avaliação do Comando, o avanço no processo é resultado direto da pressão dos sindicatos, da firmeza do Comando Nacional e do apoio e mobilização dos bancários.
“Importante pensarmos nas outras conquistas, como a NR-01, que aborda metas, adoecimento mental e formas de prevenção, e cujo tema terá a continuidade nas mesas específicas de negociação com cada banco, COEs, e lembrar que a negociação ainda não terminou: seguimos na mesa, com diálogo aberto para continuar construindo uma proposta de fechamento”, avalia Lourival Rodrigues, presidente do Sindicato e integrante do Comando.
“Depois de oferecer reajustes pequenos, sempre abaixo do INPC, e todos recusados em mesa, a Fenaban ao menos se propõe a repor a inflação. Porém, valorizar os bancários significa avançar além dela”, completa Lourival, que está em São Paulo, representando a base na negociação, ao lado da vice-presidente, Ana Stela Alves de Lima.

Valorização real
Iniciado em junho, o processo de renovação da Convenção Coletiva da categoria busca valorização real, com aumento nos salários, tíquetes e PLR, além da manutenção dos direitos já previstos.
A Fenaban, por sinal, chegou a propor a retirada de alguns direitos, como auxílio-funeral, auxílio por assalto, auxílio-requalificação profissional e gratificações de caixa, além de congelamento de ínumeras verbas, mas recuou após as negativas do Comando.
Vale lembrar que a data-base dos bancários é 1º de setembro, quando se espera que o novo acordo, com validade para dois anos (2026-2028), esteja em vigor.
O que a proposta dos bancos traz até agora:
100% do INPC — hoje estimado em 4% até 31 de agosto — para:
- salários;
- PLR;
- salário de ingresso — empregados 1 e 2;
- auxílio-creche/babá;
- auxílio para filhos PCD;
- auxílio-teletrabalho;
- auxílio-funeral;
- ATS (Adicional por Tempo de Serviço);
- multa por descumprimento da CCT;
- gratificação de caixa;
- quebra de caixa;
- gratificação semestral;
- gratificação de compensador + deslocamento.
VA e VR, com índices específicos:
- VA: 100% do IPCA da alimentação no domicílio — estimado em 2,99%;
- VR: 100% do IPCA da refeição fora do domicílio — estimado em 4,34%.
Novidades
- Inclusão do adicional de transferência (regras em análise);
- Programa de requalificação com acompanhamento de consultoria (ainda em análise).
- Implementação da NR-01 com debate nas Coes.
Acompanhe a negociação nesta sexta-feira (28), nas redes do Sindicato.
Releia aqui sobre a negociação de ontem (26/8)
Saiba o que aconteceu na mesa específica da Caixa desta quinta (27/8)
Em breve, informações sobre a mesa do BB que está em andamento.
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