Em reunião nesta terça-feira (29), integrantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú e representantes do banco derem continuidade às negociações da pauta de reivindicações dos funcionários deste ano.
A negociação foi sobre o fechamento de agências e a realocação de trabalhadores, a cobrança de metas, a reestruturação do Segmento Empresas, o plano de saúde, as certificações ANBIMA e a renovação do Acordo Macro.
A diretora do Sindicato, Daniele Miyachiro, participou da reunião, representando também a Feeb-SP/MS. “São muitos temas importantes e que impactam a realidade de quem trabalha no Itaú, entre eles, o processo de reestruturação, com demissões e fechamentos, o plano de saúde, dúvidas sobre as certificações anbima, e a renovação do acordo macro”, destaca.
Sobre reestruturação, a COE reivindicou que não ocorram demissões em razão do encerramento das unidades e que todos os bancários sejam realocados.
A representação cobrou ainda a ampliação do Programa de Requalificação e Indenização previsto na CCT 2026/2028 para todo o Varejo e também para as Agências Digitais, além do aumento do prazo de 90 para 180 dias e da inclusão de trabalhadores que pedirem demissão em razão do fechamento da unidade.
Segmento Empresas
A reestruturação do Segmento Empresas e a cobrança de metas também foram discutidas. A COE relatou intensificação das cobranças, inclusive por WhatsApp, além de situações em que bancários atingem as metas, mas continuam classificados como “abaixo do esperado”.
A COE reivindicou critérios objetivos e transparentes, metas previamente definidas e factíveis, proibição de alterações durante o ciclo de avaliação e regras claras para cobranças fora da jornada.
O banco informou que o responsável pela área de Remuneração Variável do Segmento Empresas participará da próxima reunião para esclarecer a metodologia utilizada na definição e avaliação das metas.
A COE também cobrou os dados de turnover solicitados anteriormente, incluindo admissões, desligamentos e demissões relacionadas ao fechamento de agências. As informações não foram apresentadas nesta rodada e continuarão sendo cobradas pelos representantes dos trabalhadores.
Plano de saúde
Outro ponto foi o plano de saúde, com a COE solicitando a retomada das discussões tanto para trabalhadores ativos quanto para aposentados.
Em relação aos aposentados, o banco afirmou que considera encerradas as possibilidades de negociação, alegando que o tema já foi discutido em mesas de negociação e posteriormente levado à esfera judicial. A posição foi contestada pela representação dos trabalhadores.
Sobre o plano dos funcionários ativos, a COE questionou os critérios de cobrança de coparticipação. O Itaú ficou de apresentar, na próxima reunião, informações sobre o modelo adotado e os critérios utilizados.
Outros
Também foram abordadas as certificações ANBIMA. O banco informou que disponibilizará um passo a passo atualizado para renovação e obtenção das certificações, incluindo orientações sobre a nova CPRO-R. “Temos recebidos muitas dúvidas sobre as renovações e transições das certificações da Anbima e o Itaú prometeu um comunicado explicando como será reembolso, por exemplo”.
A reunião tratou ainda da renovação do Acordo Macro, do acompanhamento do Banco de Horas e dos mecanismos utilizados pelo Itaú para monitoramento e fiscalização do trabalho. A COE cobrou maior transparência sobre as ferramentas de acompanhamento da atividade dos funcionários.
Durante a rodada, o banco também apresentou informações sobre a expansão das chamadas Agências dos Aposentados, que atualmente contam com 19 unidades e poderá chegar a cerca de 500 em todo o País, além dos novos modelos de plataformas de agências Agro e de PABs, dedicadas a servidores.
A COE solicitou ainda a abertura de uma discussão específica sobre o plano da Fundação Itaú/Franprev. Os representantes dos trabalhadores deverão apresentar uma pauta para tratar do tema em uma próxima reunião.
A próxima rodada de negociação está marcada para 7 de outubro, quando deverão ser retomadas, entre outras questões, a renovação do Acordo Macro e as condições de proteção e indenização dos trabalhadores afetados pelo fechamento de agências.