Sindicato dos Bancários de Campinas e Região

Notícias

Itaú
16/07/2026

COE cobra mais transparência do Itaú em reestruturação do Segmento Empresas

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú voltou a cobrar do banco mais transparência nos processos de reestruturação do Segmento Empresas. A reivindicação ocorre após uma série de denúncias de trabalhadores sobre mudanças que vêm impactando remuneração, metas, condições de trabalho e perspectivas de carreira, sem diálogo com a representação dos empregados.

Uma das principais preocupações é a redução da remuneração variável semestral (VB). Após a resegmentação das carteiras da Plataforma PJ, diversas carteiras passaram de Porte A para Porte B em razão da migração de clientes para outros segmentos ou para o atendimento digital – resultando em uma remuneração pode chegar a 50%, apesar de a mudança ter sido promovida pelo próprio banco.

A diretora do Sindicato, Daniele Miyachiro, integrante da COE Itaú e representante da Feeb-SP/MS, afirma que acompanha a reestruturação com preocupação e orienta os bancários que estejam enfrentando dificuldades em decorrência das mudanças no Segmento Empresas a procurarem a entidade.

"É importante que os trabalhadores relatem ao Sindicato situações como redução de remuneração, alterações nas metas, mudanças nas atribuições ou qualquer outro impacto causado pela reestruturação. Essas informações fortalecem nossa atuação na cobrança de soluções junto ao banco", destaca.

Pontos de alerta

A COE também questiona o Itaú que, com a unificação dos segmentos Pro Smart e Pro, gerentes passaram a cumprir as mesmas metas e indicadores de desempenho, mas continuam recebendo salários diferentes.

O Itaú informou que não fará equiparação salarial, alegando que os segmentos atendem perfis distintos de clientes. A COE discorda, afinal, se o próprio banco unificou os segmentos, passando a exigir as mesmas metas, não se justifica manter diferenças salariais.

Entre as demais preocupações apresentadas ao banco estão o fim da premiação com viagem internacional para gerentes, o aumento das metas mesmo com a redução das carteiras, o retorno de profissionais às agências físicas sem esclarecimentos sobre impactos na carreira e a política de reembolso para visitas a clientes, considerada defasada pelos trabalhadores.

Até o momento, além da resposta sobre a equiparação salarial, o banco não apresentou retorno às demais reivindicações. O Sindicato segue cobrando soluções.

(com informações Contraf_CUT)

Bancos
16/07/2026

Igualdade de oportunidades e combate ao endividamento pautam nova negociação com a Fenaban nesta quinta (16/07)

O Comando Nacional dos Bancários, que representa os Sindicatos, volta à mesa de negociação com a Fenaban nesta quinta-feira (16/07) para discutir igualdade de oportunidades, diversidade e medidas de combate ao endividamento da categoria, durante a terceira rodada da Campanha Nacional 2026.

O presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues, e a vice-presidente, Ana Stela Alves de Lima, acompanham a negociação. 

Entre as reivindicações estão ações para ampliar a participação de mulheres, negros, pessoas LGBTQIA+ e pessoas com deficiência nas contratações, promoções e cargos de liderança, além do cumprimento da Lei da Igualdade Salarial e da criação de políticas afirmativas e de proteção às vítimas de discriminação e violência doméstica.

Dados do Dieese mostram que, entre 2020 e abril de 2026, 80% dos 31,1 mil postos de trabalho fechados no setor eram ocupados por mulheres. As bancárias recebem, em média, 18,4% menos que homens brancos na mesma função, enquanto mulheres negras ganham 34,2% menos. Nos cargos de liderança, pessoas negras ocupam apenas 25,2% das posições, e as mulheres recebem, em média, 26% menos que os homens nesses cargos.

Outro tema da negociação será o alto nível de endividamento da categoria. Segundo a Consulta Nacional dos Bancários 2026, 71% dos trabalhadores afirmaram estar endividados. Para enfrentar o problema, o movimento sindical reivindica isenção de tarifas bancárias para empregados e limitação de 0,5% ao mês nas taxas de juros de operações como cheque especial, empréstimos e cartão de crédito.

Santander
15/07/2026

COE Santander cobra avanços em direitos na primeira negociação específica com banco

A primeira mesa de negociação da pauta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e o Santander, realizada nesta terça-feira (14), em São Paulo, foi marcada por um debate intenso.

Apesar da resistência inicial do banco em alguns pontos, a representação dos trabalhadores apresentou as reivindicações da categoria, e o Santander se comprometeu a analisar diversas cláusulas e dar uma devolutiva nas próximas reuniões.

“O banco ouviu as reivindicações levadas pelo movimento sindical, recolheu diversas cláusulas para análise e se comprometeu a trazer uma devolutiva nas próximas reuniões”, avalia Letícia Françoso, que representou a Feeb-SP/MS.

A pauta apresentada foi organizada em três eixos: manutenção das cláusulas já existentes, aperfeiçoamento de dispositivos que precisam de atualização e inclusão de novas reivindicações.

“Levamos novas demandas construídas a partir das sugestões da base, como avanços para PCDs, ampliação das bolsas de estudo e melhores condições nos produtos e serviços oferecidos aos funcionários."

Entre os principais pleitos estão a isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários — incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais —, condições diferenciadas para financiamento imobiliário e melhorias em outras linhas de crédito.

Mais inclusão

Com o objetivo de promover mais inclusão e eliminar barreiras, a COE reivindicou a criação de um auxílio terapêutico para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais nessa condição.

Outras cláusulas propostas preveem a isenção da coparticipação no plano de saúde para empregados com doenças raras, crônicas, degenerativas, HIV/Aids ou deficiência, estendendo o benefício também aos trabalhadores que tenham dependentes legais nessas condições.

A COE também reivindica a redução de 50% da jornada diária de trabalho para esses empregados, sem redução salarial, e defende que tenham prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho remoto.

As negociações terão continuidade nos dias 22 de julho, no período da tarde, e 28 de julho, pela manhã, quando a COE espera receber as primeiras devolutivas do banco sobre as reivindicações apresentadas.

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Fundado oficialmente em 27 de fevereiro de 1954, o Sindicato dos Bancários de Campinas e Região é referência nacional, com atuação pioneira em momentos decisivos para as conquistas da categoria bancária.

Com presença ativa nas negociações coletivas, na defesa de direitos e no diálogo permanente com a base, representa bancários de 37 cidades da região. Em 2025, o Sindicato inaugurou sua nova sede, no mesmo terreno do clube.

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Alguns direitos assegurados na CCT:

  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com regras nacionais;

  • Vales-refeição e alimentação;

  • Jornada de 6 horas;

  • Licenças-maternidade e paternidade ampliadas;

  • Auxílio-creche/babá e 13ª cesta-alimentação;

  • Cláusulas de proteção à mulher, promoção da diversidade, combate ao assédio moral e sexual, além de medidas de prevenção e cuidado com a saúde dos trabalhadores.

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